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Quanto mais rápido aprenderes, mais vais ganhar.

Quantos de nós treinamos o próprio cérebro? Tal como qualquer outro músculo, o cérebro precisa de ser treinado de forma consistente. Caso contrário, não estarás a maximizar o seu potencial. 

Isto foi o que me disse a minha amiga Diana quando voltei de férias ainda mais cansada do que estava quando apanhei o avião para a Costa Rica. Sentia-me sem energia e sem capacidade ou vontade para aprender coisas novas. E a verdade é que 3 empregos e 3 anos depois, eu continuava a sentir-me exausta.

O século XXI trouxe uma avalanche de mudanças consigo. “Dizem que hoje em dia, se prevê que uma pessoa vai ter de 10 a 14 carreiras diferentes, porque o mundo está a mudar rapidamente”. 

Esta fugacidade e piloto automático em que vivemos exigem um desbloqueio de pelo menos 90% do potencial do nosso cérebro, disse-me Diana. A sociedade exige-nos que aprendamos mais, cada vez mais rápido. E eu tenho sentido essa exigência todos os dias a pesar nas minhas costas como um pedregulho. 

Nesse dia, fiquei curiosa com o que ela me disse e acabei por me por a pesquisar mais e mais. À noite, enquanto bebia o chá habitual, li algo que teve tanto de incrível como de avassalador.

De acordo com Eric Schmidt, o presidente da Google, toda a informação que a humanidade criou desde o dia zero até ao final de 2003, é criada a cada dois dias online. Sim, apenas dois dias! A quantidade de informação que corre desenfreadamente pela internet é verdadeiramente assustadora. 

Comecei a pensar que, realmente, as escolas não nos oferecem livros e informações que nos ajudem a potenciar e otimizar o “património repleto de riqueza que está entre os nossos ouvidos.” Em vez disso “estamos a afogar-nos em informações, mas a morrer de fome por verdadeira sabedoria.”

“Vivemos numa era de carros elétricos e naves espaciais a caminho de Marte, mas o nosso veículo de escolha quando se trata de aprender é um cavalo.”

Depois de absorver tanta informação, tive necessidade de procurar soluções.

“A maioria das pessoas precisa repetir ou reler as coisas dezenas de vezes antes de realmente absorver as informações. É assim que as coisas ficam gravadas no nosso inconsciente e se tornam automáticas. Como comer de talheres, lavar os dentes ou conduzir. É assim que aprendemos, pela repetição.

Continuei a vasculhar a internet até que me apareceu uma pergunta que ficou a ecoar na minha cabeça: “Imagina que, apenas por entenderes como o teu cérebro funciona, vais ser capaz de dobrar a sua eficiência e economizar apenas 1 hora por dia. No final de cada ano, vais conseguir ganhar nove semanas de volta.” Extraordinário, não é?

Depois disso, eis que me foi dada a solução que transformou verdadeiramente a minha vida e que quero partilhar contigo para que, tal como eu, possas energizar o teu cérebro, aprender mais e de forma mais rápida.

1. Pratica meditação para diminuir o stress

Estudos mostram que o stress crónico pode danificar o cérebro. Assim, podes ajudar a proteger e fortalecer o teu cérebro, realizando atividades ou hábitos que diminuem o stress e os picos de ansiedade.

Uma das melhores maneiras de fazeres isso é através do desenvolvimento de uma prática de meditação, mesmo que seja apenas 10 a 20 minutos por dia. Podes praticar exercícios focados na respiração, meditação da atenção plena (Mindfulness), Yoga, Tai Chi ou participar numa prática ou ritual espiritual, como a oração.

2. Faz exercícios de treino cognitivo

A mente fica afiada quando a plasticidade do cérebro é mantida. A plasticidade do cérebro refere-se à capacidade do cérebro mudar constantemente ao longo da vida de uma pessoa. E essa plasticidade pode ser mantida – e melhor ainda, melhorada – por meio de exercícios de treinamento cognitivo, que desafiam a tua capacidade intelectual.

Podes pode jogar xadrez, aprender um novo idioma ou fazer malabarismo. Jogar jogos de tabuleiro pode estimular o teu raciocínio, assim como a tua coordenação mão-olho. Podes até fazer algo simples como decorar um novo trajeto para conduzir, digitar com a mão oposta da habitual, ou combinar os teus sentidos, comendo enquanto ouves música com os olhos fechados.

3. Exercita o teu corpo – para o teu cérebro.

Pesquisas mostram que o exercício físico aumenta a função cognitiva. Uma das razões pode ser porque aumenta os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína que melhora a aprendizagem, a memória e o pensamento superior, estimulando o crescimento de novos neurónios e ajudando os neurónios existentes a permanecerem vivos.

Caminha ao ar livre, onde o terreno não é previsível, de modo que estejas sempre a aperfeiçoar o teu equilíbrio e a trabalhar ao mesmo tempo a coordenação entre os pés e as mãos. Yoga ou Tai Chi também te ajudam a praticar a coordenação, o fluxo de movimento, o equilíbrio e o envolvimento de diferentes grupos musculares.

E lembra-te de fazer exercícios aeróbicos também, aumentando a frequência cardíaca por pelo menos 15 minutos algumas vezes por semana.

Gostaste deste texto? Já praticas algum destes exercícios? Partilha connosco e incentiva-nos a escrever mais.