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15 Exemplos de Autocuidado para Lidares com o Síndrome da Mãe em Burnout

O cansaço tem muitas formas e vai, geralmente, muito além das nossas forças físicas.

Além de sugar a nossa energia (e também como consequência disso) mexe diretamente com o nosso estado mental e emocional.

O cansaço mental e emocional é, muitas vezes, o pior de todos. Aos poucos vai-nos deixando tristes, apáticos, ansiosos, sem motivação, sem paciência, sem clareza, irritados…

A maior parte de nós já experimentou esta sensação que conseguiu recuperar com um fim de semana, umas férias ou dia de pausa.

Mas quando estes sintomas são levados ao limite da exaustão pode-se estar na iminência de um esgotamento, ou Burnout.

Por norma, o termo Burnout é associado ao esgotamento profissional, mas há alguns anos esta síndrome começou a ser estudada no contexto da maternidade.

Noutro dia recebi uma mensagem que me falava precisamente sobre isto: 

“Mia, já não sei o que fazer… sinto-me a afundar. A maternidade neste momento está tão pesada. Não sei como dar conta de tudo. Não sei onde ir buscar mais força.

Não sei ser a mãe que quero ser e também não sei ser a mulher que quero ser. Neste momento sou apenas uma mulher perdida e uma mãe esgotada.”

Esta foi apenas uma mensagem de muitas que recebo e que leio de mães que sofrem de algo que poderemos chamar então a Síndrome da Mãe em Burnout.

Algo que se manifesta quando a mãe sente que as exigências sobre ela estão a aumentar e os recursos estão a diminuir. Quando surge a pressão de darem conta do recado em tudo: maternidade, relacionamento amoroso, gestora da casa, profissional e sentem que não têm com quem dividir estas responsabilidades. 

Como resultado, a saúde emocional sofre e ela torna-se muito sensível a todos os possíveis gatilhos à sua volta. Interiores e exteriores.

Se sentes que precisas de cafeína e açúcar para sobreviver o dia. Se meias fora do sítio se transformam numa demonstração de não amor e não preocupação por parte dos restantes membros da família.

Se o facto de ter de pensar no que fazer para o jantar dispara a ansiedade. Se ouvir pessoas adultas a chamarem-te “mãe” ou “mamã” te causa arrepios.

Se a sensação de não conseguir dar conta do recado resulta em impaciência, gritos e uma permanente vontade de chorar.

É possível que estejas a sofrer do Síndrome da Mãe em Burnout. Todas estas reações emocionais fortes desgastam a mãe, a mulher, e ela sente-se esgotada. Totalmente esgotada.

E sei tão bem qual essa sensação.

Este estado tem repercussões óbvias em todas as nossas relações.

Principalmente na que temos com nós mesmas. Sentimos que não conseguimos cuidar dos nossos filhos como queremos cuidar- não somos a mãe que queremos ser.

Sentimos que não conseguimos cuidar de nós como mulheres – não conseguimos ser a mulher, a companheira, a amante que queremos ser.

Não temos tempo para as amigas e os amigos, ligamos aos nossos pais a correr. Deixamos de cuidar de nós…. Nem na casa de banho conseguimos encontrar paz e só nos apetece descansar.

Criar tempo para coisas que nada têm a ver com a maternidade parece impossível. Sentimos-nos perdidas e a vontade de fugir às vezes surge. Será que isto te soa familiar?

O psicólogo americano Rick Hanson fala sobre como as mães ficam fisicamente, emocionalmente e mentalmente drenadas de nutrientes, força e vitalidade.

Ele reforça a importância de as mães reencontrarem a força necessária para estarem presentes para elas próprias para também poderem gerir o papel de cuidadora.

Mas, o que fazer então quando nos encontramos neste estado?

Bem, o primeiro passo é deixar de ser vítima e assumir responsabilidade pessoal pelo nosso bem estar. Temos de dar o primeiro passo, ninguém vai fazer isso por nós.

Podemos ter a sorte de ter um companheiro que nos incentiva, mas somos nós mesmas que temos de entrar em ação.

Para mim, o primeiro passo foi uma longa ida à Índia. Mas eu sei que uma viagem dessas não é possível para toda a gente, nem é algo que recomende como primeiro passo.

O que recomendo é refletir sobre o que é autocuidado para ti. E quero esclarecer, que embora ir ao cabeleireiro e fazer as unhas sejam espécies de autocuidado, não é isso que vai fazer a verdadeira diferença.

Quero-te ajudar com esta reflexão.

Vai aqui uma lista de 15 exemplos de o que pode ser verdadeiro autocuidado (e nesta lista vais ver que não constam idas ao cabeleireiro, spas e afins):

  1. Ir para a cama quando te sentes cansada.
  2. Dizer que não quando queres dizer que não.
  3. Pedir ajuda quando sentes que necessitas de ajuda.
  4. Colocar limites.
  5. Fazer uma prática de Mindfulness.
  6. Dar um passeio ao ar livre sem destino.
  7. Praticar auto-compaixão.
  8. Beber água suficiente.
  9. Fazer uma pausa das redes sociais.
  10. Receber sessões de coaching ou fazer terapia.
  11. Comer comida saudável.
  12. Arrumar o armário e dar roupa que não te oferece alegria (what Sparks joy!. (Obrigada Marie Kondo!  ) 
  13. Dormir o suficiente.
  14. Deixar de fazer algo que não te serve.
  15. Ligar a um amigo querido com quem já não fales há muito tempo.
DE MÃE A MULHER

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4 Julho – 22:00

Lembra-te também que não precisas de fazer isto tudo sozinha.

Quando eu finalmente fiz a pausa que precisei para conseguir ganhar uma visão mais de helicóptero sobre a minha vida, também percebi em que áreas precisava de ajuda.

Ganhei controlo sobre o meu próprio bem-estar relativamente rápido e criei tempo para a prática de Mindfulness, para a diversão e para o descanso (embora neste último ainda tem uma boa margem para melhorar!).

Apesar de não ter aprendido a controlar as ondas desafiantes que aparecem na vida, aprendi a “surfá-las” e debaixo de todo o ruído, há uma serenidade que acedo com bastante facilidade.

E isso, consigo graças ao Mindfulness, ao Heartfulness e ao meu Miafulness.

Mia

P.S. – Porque sabemos que muitas mulheres sofrem no silêncio, ajuda-nos a chegar a elas, partilhando este post.

Mikaela Övén

Mikaela Övén